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Governo afirma que seguirá negociando com os EUA e descarta retaliação após tarifa de 25%

Ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, diz que Brasil avalia medidas de reciprocidade previstas em lei, mas reforça que prioridade é preservar a economia e manter o diálogo com os norte-americanos.

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
17/07/2026 às 16h51
Governo afirma que seguirá negociando com os EUA e descarta retaliação após tarifa de 25%
FOTO: AGÊNCIA BRASIL

O governo federal afirmou que continuará negociando com os Estados Unidos após a decisão do governo norte-americano de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita nesta sexta-feira (17) pelo ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, durante agenda em São Paulo.

Segundo o ministro, o Brasil estuda a adoção de medidas de reciprocidade previstas na legislação aprovada pelo Congresso Nacional, mas descartou qualquer intenção de promover retaliações.

"Não cabe falar em retaliação. O que existe é uma lei que protege os interesses nacionais diante de medidas unilaterais adotadas por outros países. Estamos avaliando esse instrumento com responsabilidade e cautela", afirmou.

Durigan destacou que o principal objetivo do governo é preservar a estabilidade da economia brasileira, avaliando eventuais respostas em conjunto com o setor produtivo antes de submetê-las ao presidente da República.

Tarifa é considerada injustificada

O ministro classificou a decisão dos Estados Unidos como injusta e argumentou que, sob a ótica econômica, a medida não encontra justificativa. Ele lembrou que o Brasil registra déficit na balança comercial com os norte-americanos, ou seja, compra mais produtos dos Estados Unidos do que vende ao país.

Mesmo diante da taxação, Durigan garantiu que o governo brasileiro manterá as negociações diplomáticas para tentar reverter a decisão.

Governo critica justificativas dos EUA

Segundo o ministro, a nova tarifa foi aplicada de forma ampla, sem distinção entre setores econômicos, e baseada em argumentos que classificou como incorretos.

Entre as justificativas apresentadas pelo governo dos Estados Unidos estariam supostas práticas comerciais consideradas desleais. Durigan rebateu essas alegações e afirmou que os argumentos utilizados não refletem a realidade brasileira.

Pix fica fora das negociações

Outro ponto destacado pelo ministro foi a defesa do Pix. O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro foi citado pelo governo norte-americano como um possível fator de desequilíbrio comercial, mas Durigan afirmou que o assunto não será negociado.

Segundo ele, o Pix é uma infraestrutura pública criada para ampliar o acesso aos meios de pagamento e continuará sendo preservado pelo governo brasileiro.

Debate também tem componente político

Durante a entrevista, Durigan afirmou ainda que, além das questões econômicas e comerciais, existe um componente político na decisão adotada pelos Estados Unidos. Apesar disso, reforçou que o governo brasileiro continuará buscando uma solução por meio do diálogo e da negociação diplomática.

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