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Governo Federal lança ofensiva nacional pelo fim da escala 6x1 e redução de jornada

Proposta prevê teto de 40 horas semanais e dois dias de descanso obrigatórios, podendo beneficiar 37 milhões de brasileiros sem redução nos salários.

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
04/05/2026 às 14h10
Governo Federal lança ofensiva nacional pelo fim da escala 6x1 e redução de jornada
FOTO: AGÊNCIA BRASIL

FONTE: Agência Brasil 

O governo federal oficializou neste domingo (3) o lançamento de uma campanha nacional de grande alcance para defender o fim da escala de trabalho 6x1. Sob o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário”, a iniciativa busca sensibilizar a sociedade e o setor produtivo sobre a necessidade de limitar a jornada a 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado (preferencialmente aos fins de semana). Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o objetivo é assegurar o direito ao lazer, à cultura e ao convívio familiar.

O impacto da medida é estimado em 37 milhões de trabalhadores beneficiados em todo o país. Para dar dimensão à proposta, o governo compara o alcance da nova jornada com a recente isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que atingiu 10 milhões de pessoas. A estratégia defende que a redução da carga horária, além de um ganho social, é um motor econômico moderno, capaz de aumentar a produtividade ao diminuir o esgotamento físico, os afastamentos médicos e a rotatividade de pessoal.

No campo legislativo, a movimentação é intensa. O Executivo encaminhou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para alterar a CLT. Paralelamente, uma comissão especial foi instalada na última quarta-feira (29) para analisar propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam do mesmo tema. O colegiado, presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e relatado por Leo Prates (Republicanos-BA), terá o desafio de unificar os textos que sugerem desde a transição para 36 horas semanais até o modelo de quatro dias de trabalho por semana.

A campanha publicitária será agressiva, ocupando espaços na televisão, rádio, jornais, cinema e até na imprensa internacional. O argumento central é que o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade das últimas décadas permitem, hoje, um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal. O governo reforça que o modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso pode ser ajustado em negociações coletivas, respeitando as especificidades de cada setor, mas sem abrir mão do teto de 40 horas.

Com o início do prazo para apresentação de emendas nesta semana, a comissão especial deve acelerar as reuniões para cumprir o cronograma de 40 sessões. A discussão coloca o Brasil no centro de uma tendência global de revisão das relações de trabalho, buscando alinhar o crescimento econômico ao bem-estar do trabalhador. Caso as propostas avancem no colegiado, o texto seguirá para votação definitiva no plenário da Câmara, representando uma das maiores mudanças estruturais na legislação trabalhista das últimas décadas.

O governo federal oficializou neste domingo (3) o lançamento de uma campanha nacional de grande alcance para defender o fim da escala de trabalho 6x1. Sob o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário”, a iniciativa busca sensibilizar a sociedade e o setor produtivo sobre a necessidade de limitar a jornada a 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado (preferencialmente aos fins de semana). Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o objetivo é assegurar o direito ao lazer, à cultura e ao convívio familiar.

O impacto da medida é estimado em 37 milhões de trabalhadores beneficiados em todo o país. Para dar dimensão à proposta, o governo compara o alcance da nova jornada com a recente isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que atingiu 10 milhões de pessoas. A estratégia defende que a redução da carga horária, além de um ganho social, é um motor econômico moderno, capaz de aumentar a produtividade ao diminuir o esgotamento físico, os afastamentos médicos e a rotatividade de pessoal.

No campo legislativo, a movimentação é intensa. O Executivo encaminhou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para alterar a CLT. Paralelamente, uma comissão especial foi instalada na última quarta-feira (29) para analisar propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam do mesmo tema. O colegiado, presidido pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e relatado por Leo Prates (Republicanos-BA), terá o desafio de unificar os textos que sugerem desde a transição para 36 horas semanais até o modelo de quatro dias de trabalho por semana.

A campanha publicitária será agressiva, ocupando espaços na televisão, rádio, jornais, cinema e até na imprensa internacional. O argumento central é que o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade das últimas décadas permitem, hoje, um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal. O governo reforça que o modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso pode ser ajustado em negociações coletivas, respeitando as especificidades de cada setor, mas sem abrir mão do teto de 40 horas.

Com o início do prazo para apresentação de emendas nesta semana, a comissão especial deve acelerar as reuniões para cumprir o cronograma de 40 sessões. A discussão coloca o Brasil no centro de uma tendência global de revisão das relações de trabalho, buscando alinhar o crescimento econômico ao bem-estar do trabalhador. Caso as propostas avancem no colegiado, o texto seguirá para votação definitiva no plenário da Câmara, representando uma das maiores mudanças estruturais na legislação trabalhista das últimas décadas.

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