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Brasil anuncia isenção de vistos para chineses e reforça política de reciprocidade

Ato é em reciprocidade à medida adotada pela China desde 2025

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
24/01/2026 às 11h03 Atualizada em 01/02/2026 às 00h30
Brasil anuncia isenção de vistos para chineses e reforça política de reciprocidade
FOTO: MARCELO CAMARGO / AG. BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção de vistos de curta duração para cidadãos chineses, em resposta à política adotada pela China desde 2025, que passou a dispensar o visto para brasileiros em viagens de curta permanência. A decisão foi comunicada ao presidente chinês, Xi Jinping, durante conversa telefônica realizada na noite desta quinta-feira (22).

Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto informou que a medida está inserida no processo de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas consideradas estratégicas da chamada “fronteira do conhecimento”, como ciência, tecnologia e inovação. Segundo o governo brasileiro, a isenção segue o princípio da reciprocidade adotado nas relações diplomáticas.

A política chinesa de isenção de vistos passou a incluir cidadãos brasileiros em 1º de junho de 2025. Inicialmente válida por um ano, a medida foi posteriormente prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, outros países sul-americanos — como Argentina, Chile, Peru e Uruguai — também foram contemplados, integrando o grupo de 45 nações incluídas na política unilateral da China.

Atualmente, portadores de passaportes comuns desses países podem entrar na China sem visto para fins de negócios, turismo, visitas a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito, com permanência máxima de até 30 dias. Desde 2024, a isenção também se estende à maioria dos países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, ampliando o fluxo internacional de pessoas com o país asiático.

Contexto da decisão

O telefonema entre Lula e Xi Jinping teve duração aproximada de 45 minutos e abordou o fortalecimento das relações bilaterais desde a visita oficial do presidente chinês ao Brasil, em novembro de 2024. Na ocasião, os dois países formalizaram a criação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, elevando o nível da parceria estratégica.

Segundo a Presidência da República, os líderes destacaram as sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento, com ênfase em infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. No cenário internacional, Lula ressaltou o papel de Brasil e China na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio, além do compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como instrumento para a paz e a estabilidade global.

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