
O programa Move Brasil liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões no primeiro mês de vigência. A iniciativa do governo federal tem como objetivo estimular o mercado, modernizar veículos e contribuir para a redução de emissões, em um cenário de retração nas vendas do setor.
O dado foi divulgado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante evento realizado em Guarulhos (SP).
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mercado de caminhões iniciou o ano com retração de 34,67% em relação a janeiro de 2024. Em 2025, as vendas já haviam recuado 9,2%, com queda mais acentuada de 20,5% nos modelos pesados.
Alckmin informou que a principal dificuldade está relacionada à taxa de juros elevada, fator que impacta diretamente a compra de bens duráveis financiados. O ministro avaliou que a resposta inicial ao programa foi positiva, com cerca de R$ 1,9 bilhão contratado no início da operação.
Empresas de transporte já aderiram ao Move Brasil. Em Santa Isabel (SP), uma transportadora familiar utilizou financiamento do programa para adquirir mais um caminhão e ampliar a frota. A expectativa é de contratação de novos trabalhadores ao longo do ano.
Representantes de trabalhadores e da indústria destacaram que o programa contribui para a manutenção de empregos, estímulo à cadeia produtiva e avanço da logística sustentável.
O governo federal informou que o Move Brasil não possui prazo fixo de encerramento e conta com teto de R$ 10 bilhões em crédito. O período de vigência dependerá do esgotamento dos recursos.
O Move Brasil oferece crédito para compra de caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, por meio do BNDES, desde que atendam critérios ambientais.
O programa disponibiliza R$ 10 bilhões em crédito, sendo R$ 1 bilhão reservado a caminhoneiros autônomos e cooperados. As taxas de juros variam entre 13% e 14% ao ano. O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses.