
TEXTO: JEAN MARTINS
Um homem de 53 anos morreu no domingo (30), no Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas, depois de ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar em uma residência. A ocorrência começou por volta das 7h20, quando familiares acionaram o Corpo de Bombeiros e o Samu para atender o homem, que, segundo o registro policial, apresentava comportamento agressivo e estaria em surto.
De acordo com as informações registradas pela polícia, o homem impediu a entrada das equipes de socorro e permaneceu trancado em um dos quartos da residência. A Polícia Militar foi acionada para dar apoio à ocorrência diante do risco envolvendo familiares e os profissionais que tentavam realizar o atendimento. A Força Tática também foi mobilizada para auxiliar na negociação.
Os policiais teriam tentado convencer o homem a deixar o quarto e receber atendimento médico, mas ele se recusou. Conforme o registro, quando a porta foi aberta, o homem foi encontrado segurando dois facões. Mesmo após receber ordens para abandonar as armas, ele teria avançado contra os militares e atingido o escudo utilizado por um dos policiais.
Ainda segundo o relato policial, os agentes utilizaram inicialmente uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser. Foram realizados dois disparos, mas o equipamento não teria sido suficiente para interromper o avanço. Na sequência, os policiais utilizaram munição de impacto controlado, conhecida como munição de borracha, também sem conseguir conter o homem.
O registro aponta que, diante de uma nova investida, um dos policiais efetuou disparos de arma de fogo. O homem foi atingido, caiu e foi desarmado pelos militares. O Samu realizou os primeiros atendimentos ainda no local e, após a estabilização, encaminhou a vítima ao Hospital Auxiliadora, onde ela morreu posteriormente.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, Força Tática, Samu, Corpo de Bombeiros e Perícia Criminal. O imóvel foi isolado após o confronto para a realização dos trabalhos periciais. As circunstâncias da intervenção e a dinâmica dos disparos deverão ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela investigação.