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Polícia encontra mãos de mulher morta em Rio Preto e avança na identificação da vítima

Restos mortais foram localizados durante nova etapa das buscas da Delegacia de Homicídios; material pode permitir a identificação oficial da mulher e fortalecer a investigação

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: GAZETA DE RIO PRETO/ KAROL GRANCHI
06/08/2026 às 15h15
Polícia encontra mãos de mulher morta em Rio Preto e avança na identificação da vítima
FOTO: GAZETA DE RIO PRETO

TEXTO: KAROL GRANCHI / GAZETA DE RIO PRETO

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP) – A Polícia Civil deu um importante passo na investigação de um dos crimes de maior repercussão registrados neste ano em São José do Rio Preto. Na tarde desta quarta-feira (5), equipes da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), com apoio do Corpo de Bombeiros, localizaram os antebraços e as mãos da mulher encontrada morta e com o corpo desmembrado no fim de julho.

Os restos mortais foram encontrados em uma galeria de águas pluviais no Parque Estoril, durante uma nova etapa das buscas. Segundo a Polícia Civil, a descoberta pode ser decisiva para a identificação oficial da vítima por meio das impressões digitais, já que, até o momento, a mulher continua sem identificação.

De acordo com o delegado André Amorim, os membros encontrados apresentam características compatíveis com o restante do corpo já localizado anteriormente. A expectativa é que ainda haja condições técnicas para a coleta das impressões digitais, permitindo confirmar a identidade da vítima e localizar familiares.

As buscas chegaram ao local após o trabalho investigativo da equipe da Deic. Embora o suspeito tenha indicado outro ponto para o descarte de partes do corpo, os investigadores concluíram que o sistema de drenagem poderia ter levado os restos mortais até a galeria onde foram encontrados nesta quarta-feira.

A Polícia Civil informou que nem todas as partes do corpo foram recuperadas, mas considera o material localizado fundamental para a conclusão da investigação. Os restos mortais passarão por exames periciais antes de serem incorporados ao inquérito.

ENTENDA O CASO

A investigação começou no fim de julho, quando partes do corpo de uma mulher foram encontradas em sacos plásticos descartados próximos a uma marmitaria, no Parque Estoril. A forma como o corpo foi ocultado mobilizou equipes da Polícia Civil, da Polícia Técnico-Científica e do Corpo de Bombeiros.

Dias depois, um açougueiro e auxiliar de cozinha, Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, foi preso temporariamente após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento em que ele transportava sacos plásticos até o local onde os restos mortais foram deixados. Em depoimento preliminar, o investigado confessou o homicídio e afirmou ter agido sozinho.

Durante a perícia na residência do suspeito, foram encontrados vestígios de sangue, uma faca apontada como possível arma utilizada no crime e indícios de tentativa de eliminação de provas. A investigação aponta que o homicídio ocorreu dentro do imóvel e que o corpo foi posteriormente desmembrado e ocultado em diferentes pontos da cidade.

O exame necroscópico revelou que a vítima sofreu múltiplas perfurações antes da ocultação do cadáver. A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todas as circunstâncias do crime, incluindo a motivação e a eventual ocorrência de violência sexual.

Embora o suspeito tenha afirmado que conheceu a mulher poucos dias antes do crime e relatado que ela vivia em situação de vulnerabilidade, a identidade da vítima ainda não foi oficialmente confirmada. A localização das mãos representa um avanço significativo justamente por possibilitar a coleta das impressões digitais.

Inicialmente registrado como homicídio e ocultação de cadáver, o caso deverá ser reclassificado para feminicídio e ocultação de cadáver, conforme informou o delegado responsável pela investigação. O suspeito permanece preso temporariamente enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito.

Investigação continua

Além da identificação oficial da vítima, a Polícia Civil trabalha agora na conclusão dos laudos periciais que deverão esclarecer a dinâmica do crime e embasar o relatório final do inquérito. A expectativa é de que os próximos exames permitam confirmar todas as circunstâncias do homicídio e reforcem o conjunto de provas que será encaminhado ao Ministério Público.

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