
Fonte: Agência Brasil
A definição do modelo de declaração do Imposto de Renda pode impactar diretamente o valor a pagar ou a restituir em 2026. A dúvida entre optar pelo formato simplificado ou pelo completo é comum e, segundo especialistas, a escolha correta depende principalmente da quantidade de despesas dedutíveis informadas.
O modelo completo permite detalhar gastos com saúde, educação, dependentes e previdência privada. Esse formato tende a ser mais vantajoso para quem possui despesas elevadas nessas áreas, já que possibilita abatimentos significativos — especialmente na saúde, que não possui limite de dedução, desde que os valores sejam comprovados.
Já o modelo simplificado aplica automaticamente um desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo, sem exigir comprovação de despesas. A opção é indicada para contribuintes com poucos gastos dedutíveis, priorizando praticidade no preenchimento.
No caso da educação, há limite anual para dedução e nem todos os custos são aceitos — despesas com material escolar e cursos de idiomas, por exemplo, ficam de fora. Em saúde, não entram gastos com procedimentos estéticos, medicamentos comprados em farmácias ou despesas com acompanhantes.
Especialistas orientam que a melhor estratégia é preencher a declaração com todas as informações disponíveis e utilizar o próprio sistema da Receita Federal para comparar os dois modelos. O programa calcula automaticamente qual opção resulta em menor imposto a pagar ou maior restituição.
Antes de enviar a declaração, organize recibos, inclua todas as despesas dedutíveis e simule os dois formatos no sistema oficial. A escolha final deve considerar o resultado financeiro mais vantajoso.