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Torneio de pesca reúne centenas de pessoas e mostra por que Castilho segue sendo terra de pescador

Torneio de pesca reúne centenas de pessoas e mostra por que Castilho segue sendo terra de pescador

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: DA REDAÇÃO
19/04/2026 às 16h11 Atualizada em 20/04/2026 às 10h41
Torneio de pesca reúne centenas de pessoas e mostra por que Castilho segue sendo terra de pescador
FOTO: YGOR ANDRADE

Fonte: Redação

Castilho voltou a viver um daqueles dias que explicam a própria identidade. Neste sábado (18), o 12º Torneio de Pesca reuniu centenas de pessoas no bairro Beira Rio, com movimento desde cedo e um cenário típico de cidade que cresceu em torno da água.

A saída dos barcos começou às 7h, pela rampa do Beira Rio. Ao longo do dia, o Rio Paraná foi tomado por embarcações que seguiram pela região que margeia a Ilha Cumprida, uma das maiores ilhas de rio do Brasil. Na volta, o encontro se concentrou no campo de futebol do bairro, onde a confraternização seguiu durante toda a tarde.

Gente de Castilho, da região e também do Mato Grosso do Sul marcou presença. Entre uma saída e outra de barco, o que se viu foi o que já faz parte da rotina local: conversa, troca de experiência e um ambiente que gira em torno da pesca.

E isso tem explicação. Além do Paraná, o município é cercado pelos rios Tietê e Aguapeí — uma geografia que moldou o modo de vida e mantém a pesca como uma das marcas mais fortes da cidade. O torneio entra nesse cenário como parte de um circuito que reforça essa identidade e recupera a imagem de Castilho como o “Paraíso do Pescador”.

O reflexo apareceu também fora do rio. Pousadas do Beira Rio tiveram ocupação, hotéis receberam visitantes e o comércio local foi acionado por quem precisava de equipamentos e insumos. O evento puxou movimento, gerou circulação de dinheiro e mostrou o peso que a pesca ainda tem na economia local.

A organização ficou por conta da Comissão de Festejos, com apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal. Para a presidente da comissão, Dani Natal, o sentimento é de continuidade de um trabalho que vai além de um único evento.

“É sempre um prazer fazer parte da organização de um evento como esse. Culturalmente falando, estamos resgatando algo que faz parte da história e do crescimento de Castilho. Uma festa, um torneio que já faz parte do calendário oficial da cidade, precisa ser feito com muito amor e carinho, e foi isso que ficamos felizes em conseguir entregar”, disse.

O evento também reuniu autoridades da região, como o prefeito de Rubiácea, Júlio César, o vereador de Andradina, Marcel Calestini, além dos vereadores de Castilho Tião Japonês, João do Espeto, Lourinho e Arapa.

O prefeito de Castilho, Paulo Boaventura, reforçou que o caminho passa pela valorização do que o município já tem.

“Estamos buscando recolocar Castilho no seu devido lugar, de fato, retornar como Paraíso do Pescador. Por isso, conquistamos, juntos, o título de Município de Interesse Turístico. Agora, vamos buscar ainda mais recursos para organizar nossa infraestrutura turística e ofertar mais para nossa gente e fomentar o turismo castilhense”, afirmou.

O torneio deixa uma sinalização clara: quando Castilho ativa a própria vocação, o resultado aparece — mais gente na cidade, comércio aquecido e o turismo ganhando espaço como fonte de renda.

Além da mobilização ao longo do dia, o torneio também teve forte participação competitiva e distribuição de prêmios entre pescadores de diferentes cidades da região, reforçando o caráter regional do evento. Ao todo, 73 duplas se inscreveram, com destaque para a conquista do principal prêmio — um motor de 15HP — por uma dupla de Murutinga do Sul, formada por pai e filho, Antônio France e Manchinha. Dentro do rio, a dupla campeã geral foi formada por Valmir Alves Santiago (Waquinha) e Elias Alexandrino Moura, que somaram 5.010 pontos com a captura de 11 peixes. O evento também premiou participantes de Castilho, Guaraçaí, Mirandópolis e Andradina, evidenciando o alcance e a integração regional promovida pela competição.

O encerramento reuniu o público novamente no Beira Rio e foi marcado por um dos momentos mais simbólicos do dia: a homenagem à família de Maria de Lourdes dos Santos Nery, a “Lurdona”, nome que passa a batizar oficialmente o torneio. O prefeito Paulo Boaventura e a primeira-dama Edileuza Boaventura entregaram um busto e uma placa aos familiares, em reconhecimento à história e contribuição para o município. A confraternização seguiu com música ao vivo e presença do público até o fim da tarde, em um ambiente de tranquilidade e organização, sem registro de ocorrências — um indicativo do nível de participação e envolvimento da comunidade.

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