
O prefeito de Castilho, Paulo Boaventura, participou em Brasília do Encontro Nacional da Associação Nacional dos Municípios Sedes de Usinas Hidrelétricas e Alagados (AMUSUH). A reunião reuniu gestores de cidades impactadas pela presença de barragens e reservatórios, com foco na defesa das receitas municipais vinculadas à geração de energia.
O encontro ocorreu na sede da entidade e foi conduzido pelo presidente da associação e prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia. A agenda reuniu representantes de municípios que convivem diretamente com impactos territoriais e econômicos provocados pela instalação de hidrelétricas.

Segundo o prefeito de Castilho, a participação tem como objetivo acompanhar discussões que influenciam diretamente a arrecadação municipal e o financiamento de serviços públicos.
“É importante participar para manter os recursos que já existem e também buscar novas possibilidades de receitas para o município”, afirmou Paulo Boaventura.
Cidades que abrigam usinas hidrelétricas ou áreas alagadas recebem compensações financeiras pela utilização dos recursos hídricos para geração de energia. Esses repasses são considerados importantes para o equilíbrio fiscal de municípios que tiveram parte do território transformado pela construção de reservatórios.
Além das compensações, os municípios também enfrentam impactos permanentes no uso do solo, na atividade econômica e na infraestrutura local, o que explica a mobilização frequente de prefeitos em torno do tema.
Durante o encontro, um dos principais assuntos discutidos foi o cenário fiscal após a reforma tributária e os possíveis efeitos na arrecadação municipal.
Prefeitos defenderam a manutenção e o fortalecimento de mecanismos de compensação para cidades que cedem território para empreendimentos hidrelétricos.
A programação do encontro incluiu reuniões com senadores para discutir projetos e propostas voltadas ao fortalecimento financeiro dos municípios associados à AMUSUH.
Segundo Boaventura, a presença de prefeitos nessas discussões é considerada estratégica para garantir representação política de cidades que convivem com impactos diretos da geração de energia.
A mobilização de municípios sedes de hidrelétricas ocorre há mais de três décadas e busca assegurar compensações financeiras e investimentos compatíveis com os efeitos econômicos e territoriais provocados pelos reservatórios.
Para Castilho, que possui áreas diretamente influenciadas por empreendimentos hidrelétricos na região do Rio Paraná, o debate envolve arrecadação municipal, desenvolvimento regional e financiamento de políticas públicas locais.