
O carnaval de Castilho é construído por histórias, encontros e pessoas que acreditam na força da festa popular. Entre blocos tradicionais e novas iniciativas, a folia ganha diferentes rostos e significados. Um exemplo é o bloco Os Faceiros, criado em 2010 e reconhecido como um dos mais tradicionais da cidade, e o recém-criado bloco Dipirona, que estreia neste ano levando uma proposta de integração, diversidade e animação.
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Criado em 2010 por um grupo de amigos que havia formado um time de futebol de férias, o bloco Os Faceiros nasceu de forma simples, ainda no vestiário, como uma brincadeira entre os integrantes. A ideia inicial era reunir apenas o pessoal do time, mas, rapidamente, familiares e amigos demonstraram interesse em participar. Já no primeiro ano, o grupo confeccionou cerca de 50 camisetas. Com o passar do tempo, o número de integrantes cresceu e chegou a ultrapassar 300 participantes em algumas edições.

Segundo Marcio Costa, um dos criadores, a dimensão que o bloco alcançou superou qualquer expectativa.
“A gente nunca imaginou que aquela conversa de vestiário fosse virar tudo isso. Era para ser só entre amigos e acabou virando um bloco grande, conhecido e querido”, afirma.
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O nome Os Faceiros já fazia parte da história do grupo, herdado do time Serralheria Velozo/Os Faceiros, inspirado em uma música dançada por dois amigos. Para os integrantes, o nome representa alegria, diversão e amizade. Ao longo dos anos, o bloco acumulou vários carnavais de histórias e momentos marcantes, como a criação de espaços próprios de concentração e a realização da campanha “Folia Solidária”, que arrecada alimentos e doações. Entre as ações sociais já realizadas estão contribuições para o Asilo Betel, Pastoral da Família, campanha de cadastro e incentivo à doação de medula óssea e repasses ao Hospital do Amor.
Para Bah, outro fundador, a solidariedade sempre caminhou junto com a festa.
“A gente entendeu que o carnaval também podia ajudar quem precisa. Por isso criamos a Folia Solidária e mantemos isso até hoje”, destaca.
Hoje, mesmo com desafios como o envelhecimento dos integrantes e a complexidade da organização, Os Faceiros seguem firmes. Para o grupo, o bloco é, acima de tudo, uma forma de reunir amigos, celebrar o carnaval de Castilho e continuar ajudando. A expectativa para este ano é de um bloco menor do que no passado, mas presente e animado.
Renan Medeiros, um dos idealizadores, resume esse sentimento.
“Talvez a gente não tenha mais o mesmo fôlego de antes, mas o amor pelo carnaval de Castilho continua o mesmo”, pontua.
Enquanto Os Faceiros representam a tradição, o carnaval de Castilho também ganha novos capítulos com a estreia do bloco Dipirona. A ideia surgiu em um grupo político de WhatsApp da cidade, a partir de uma sugestão que começou como brincadeira e acabou se transformando em realidade.
Jessica Almeida, idealizadora do projeto do bloco, conta que o nome foi escolhido coletivamente.
“Dipirona surgiu porque somos pessoas de personalidade forte, conhecidas na cidade, e queríamos um nome que fosse diferente e marcante”, explica.
Atualmente, o bloco conta com cerca de 58 pessoas, entre simpatizantes, mães, filhos e netos. Segundo Jessica, o grande diferencial está na diversidade interna.
“Tem gente de pensamento político diferente, mas quando o assunto é carnaval, todo mundo se une”, afirma.
Além da diversão, o grupo afirma que a responsabilidade é um dos pilares da estreia.
“Não vamos aceitar brigas, nem confusão. Também não fornecemos bebida para menor de idade. A ideia é mostrar que dá para se divertir com respeito e segurança”, reforça Jessica.
A presença de blocos que carregam décadas de história e de outros que dão os primeiros passos mostra que o carnaval de Castilho segue vivo, plural e em constante renovação.













