
Fonte: Agência Brasil
A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses no estado de São Paulo reacendeu o alerta das autoridades de saúde sobre a importância da vacinação. A criança ainda não tinha idade para receber a primeira dose da vacina, prevista no calendário do SUS a partir dos 12 meses.
O caso reforça o papel da imunização coletiva como principal barreira contra a doença. Segundo o especialista Renato Kfouri, quando a cobertura vacinal está alta, pessoas que ainda não podem se vacinar — como bebês — ficam protegidas.
“O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados”, alerta.
A vacina, além de prevenir a infecção, também reduz significativamente a circulação do vírus.
Dados recentes mostram que, embora 92,5% dos bebês tenham recebido a primeira dose da vacina, apenas 77,9% completaram o esquema vacinal no tempo correto. A queda na cobertura aumenta o risco de reintrodução da doença no país.
O Brasil mantém atualmente o certificado de área livre do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, mas já perdeu esse status anteriormente após surtos iniciados por casos importados.
Nas Américas, o avanço da doença acende um sinal de alerta. Em 2025, foram registrados quase 15 mil casos em 14 países. Em 2026, apenas nos primeiros meses, já foram mais de 7 mil registros, com maior incidência em países como Estados Unidos e México.

A maioria dos casos ocorre em pessoas não vacinadas, principalmente crianças menores de 1 ano — grupo mais vulnerável às complicações da doença, que podem incluir pneumonia, encefalite e até morte.
Embora o caso tenha sido registrado em São Paulo, o alerta se estende para todo o interior. Regiões como a Costa Leste de Mato Grosso do Sul e o Noroeste Paulista — com cidades como Três Lagoas, Andradina, Castilho e Ilha Solteira — dependem de altas taxas de vacinação para evitar a circulação do vírus.
A mobilidade entre cidades e estados aumenta o risco de disseminação, especialmente em regiões de fronteira e intenso fluxo populacional.
O sarampo é altamente contagioso e apresenta sintomas como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos. A doença também pode comprometer o sistema imunológico por meses, aumentando a vulnerabilidade a outras infecções.
A vacinação segue como principal ferramenta de proteção coletiva. Manter o calendário vacinal atualizado é essencial para evitar novos surtos e proteger grupos mais vulneráveis.