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Vacinação contra gripe avança abaixo do esperado em Castilho e acende alerta para grupos de risco

Baixa adesão preocupa rede de saúde; município amplia estratégias para evitar aumento de casos graves

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: DA REDAÇÃO
29/04/2026 às 11h29 Atualizada em 29/04/2026 às 11h59
Vacinação contra gripe avança abaixo do esperado em Castilho e acende alerta para grupos de risco
FOTO: MARCO APOLINÁRIO/JPN

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Castilho

A baixa procura pela vacina contra a gripe em Castilho já começa a preocupar a rede municipal de saúde. Dados atualizados da campanha mostram que a adesão dos grupos prioritários está bem abaixo da meta de 95%, cenário que pode impactar diretamente no aumento de casos graves e na pressão sobre o atendimento médico nas próximas semanas.

Durante entrevista, o secretário de Saúde, Demilson Cordeiro, detalhou o cenário e reforçou a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção.

“A vacina ainda é a melhor estratégia. Quando a gente fala dos grupos prioritários, estamos falando justamente de quem tem mais risco de complicações. Se essas pessoas não se vacinam, a chance de agravamento é muito maior”, afirmou.

Os números evidenciam o desafio: entre os idosos, a cobertura está em 48,62%; entre gestantes, 65%; e entre crianças de seis meses a seis anos, apenas 26%. No total, foram aplicadas 1.262 doses no município até o momento.

Para o secretário, o problema não está apenas no acesso, mas também na cultura preventiva.

“Ainda existe uma dificuldade em priorizar a prevenção. Muitas pessoas deixam para procurar atendimento só quando já estão com sintomas, e isso sobrecarrega o sistema”, explicou.

Esse comportamento tem reflexo direto na capacidade de resposta da rede de saúde. Segundo ele, quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a demanda por atendimentos de urgência e internações.

“Existe uma limitação no atendimento quando há aumento de casos. A vacinação ajuda justamente a evitar esse cenário, reduzindo a procura por atendimento hospitalar”, destacou.

Diante da baixa adesão, o município adotou uma estratégia de descentralização para ampliar o acesso. Equipes estão levando a vacinação até bairros, escolas e residências, atendendo pessoas com dificuldade de locomoção, além de cuidadores. A sala de vacinas do Centro Integrado de Saúde (CIS) também mantém atendimento estendido, das 8h às 18h30.

Outro ponto de atenção é a circulação de uma variante mais transmissível do vírus Influenza, a H3N2, que já tem cobertura na vacina disponível na rede pública.

“Essa cepa tem maior capacidade de transmissão e sintomas mais intensos. A vacina que temos hoje já protege contra ela, o que reforça ainda mais a importância da imunização”, explicou Demilson.

No cenário estadual, a preocupação com a baixa cobertura vacinal não é isolada. Em diferentes regiões de São Paulo, autoridades de saúde também vêm registrando dificuldade em atingir as metas, especialmente entre crianças — grupo que apresenta um dos índices mais baixos de adesão.

Para cidades como Castilho, onde a estrutura de saúde precisa responder rapidamente a picos de demanda, a vacinação em massa funciona como um mecanismo de proteção coletiva, reduzindo impactos mais severos.

A orientação é que pessoas dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima para se vacinar. A imunização é gratuita e continua sendo a forma mais eficaz de evitar complicações e reduzir a circulação do vírus.

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