
A Justiça da Argentina formalizou, nesta quarta-feira (4), um pedido ao governo dos Estados Unidos para a extradição do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, atualmente detido em Nova York, para que seja indagado no país sul-americano por acusações relacionadas a crimes de lesa humanidade.
A solicitação foi assinada pelo juiz federal Sebastián Ramos no contexto de um processo que tramita na Justiça argentina desde 2023, iniciado a partir de denúncias de organizações não governamentais e familiares de vítimas de abusos. A medida se baseia no princípio de “jurisdição universal”, que permite a investigação e processamento de crimes graves contra direitos humanos independentemente de onde tenham sido cometidos.
Maduro se encontra sob custódia nos Estados Unidos desde a sua captura em uma operação militar em Caracas no início de janeiro de 2026, após o governo norte-americano o prender sob acusações que incluem narcoterrorismo e outros crimes em solo estadunidense. A extradição à Argentina, se aceita, poderá levá-lo a responder também pelas acusações ligadas a violações de direitos humanos durante seu mandato na Venezuela.
O pedido argentino segue um tratado de extradição vigente entre os dois países e será analisado pelo governo dos Estados Unidos por meio dos canais diplomáticos e legais competentes. A Justiça argentina já havia emitido ordens de prisão internacional contra Maduro em anos anteriores, em razão de acusações semelhantes por autoridades argentinas.