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Três Lagoas inicia aplicação do Nirsevimabe para prevenir bronquiolite em bebês

A medida faz parte da estratégia de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS)

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS
28/01/2026 às 21h25
Três Lagoas inicia aplicação do Nirsevimabe para prevenir bronquiolite em bebês

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inicia a partir do dia 2 de fevereiro a aplicação do Nirsevimabe, medicamento indicado para a prevenção de infecções respiratórias graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês.

A medida faz parte da estratégia de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo ampliar a proteção das crianças, especialmente no período de maior circulação de vírus respiratórios. O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que ajuda a prevenir casos graves de VSR, principal causador de bronquiolite e de internações em crianças pequenas.

Atendimento a recém-nascidos

Em Três Lagoas, bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação serão atendidos diretamente no Hospital Auxiliadora. Caso o recém-nascido apresente alguma comorbidade identificada ainda durante a internação, a aplicação do medicamento poderá ser feita no próprio hospital.

Atendimento nas unidades de saúde

Para as demais crianças, a aplicação do Nirsevimabe ocorrerá nas unidades de saúde do município, mediante solicitação e autorização do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). No caso de crianças com comorbidades, a equipe da unidade fará o pedido ao CRIE, localizado em Campo Grande. Após a liberação, o medicamento será encaminhado à unidade solicitante e aplicado na sala de vacinação, conforme os critérios estabelecidos para crianças menores de dois anos.

Comorbidades consideradas

São consideradas comorbidades condições que aumentam o risco de evolução para formas graves da infecção pelo VSR. Entre elas estão doenças pulmonares crônicas, como a displasia broncopulmonar; cardiopatias congênitas com repercussão clínica; doenças neurológicas ou neuromusculares que afetam a respiração ou a deglutição; síndromes genéticas associadas à maior vulnerabilidade respiratória; imunodeficiências primárias ou secundárias, incluindo crianças em tratamento oncológico, em uso prolongado de imunossupressores ou transplantadas; além de doenças renais ou hepáticas crônicas, dependência de oxigênio, ventilação mecânica ou uso de traqueostomia.

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