
Castilho inaugurou nesta quarta-feira (30) o TEAcolhe, espaço de atendimento especializado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A estrutura passa a integrar a rede municipal de saúde e foi criada para oferecer acompanhamento especializado e organizar o caminho percorrido pelas famílias desde a identificação de sinais de alerta até as diferentes etapas do desenvolvimento da criança.
A proposta não é concentrar todo o atendimento dentro do novo espaço. Segundo o secretário municipal de Saúde, Demilson Cordeiro, a porta de entrada continua sendo a Atenção Primária, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), da procura espontânea ou de situações percebidas pela família ou pela escola. Quando necessário, a criança é encaminhada para avaliação em neurologia pediátrica ou psiquiatria infantil.
Um dos pontos previstos na linha de cuidado é que a criança não precise esperar a conclusão de um diagnóstico formal para receber orientação e estímulos. Identificados sinais que mereçam atenção, a família pode receber orientações e a criança ser acompanhada conforme suas necessidades. O fluxo municipal estabelece caminhos diferentes de acordo com a idade e o nível de risco identificado.
Para crianças de zero a 15 meses, a previsão é de acompanhamento pela própria Atenção Primária, com reavaliação do desenvolvimento. Já entre 16 meses e 13 anos, os casos indicados entram no sistema de regulação para encaminhamento ao TEAcolhe. Situações consideradas mais complexas podem exigir avaliação inicial, diagnóstico diferencial ou utilização de outros serviços da rede.
No TEAcolhe, a família passa pelo acolhimento, verificação de risco, anamnese e avaliação multiprofissional. O modelo prevê atuação integrada de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Medicina, com definição do nível de suporte necessário para cada criança. Neste início, o serviço conta com duas fonoaudiólogas e um psicólogo. A Prefeitura informa que estão em andamento contratações de mais dois psicólogos e terapeutas ocupacionais.
Depois da avaliação, é elaborado o Plano Terapêutico Singular (PTS), construído de acordo com as necessidades de cada criança. Entre as intervenções previstas estão ABA, TEACCH, TCC e Denver, além de ações que envolvem família, escola e rede social e comunitária. A proposta é que o acompanhamento não fique restrito ao espaço físico do TEAcolhe.
O imóvel recebeu obras de reforma, ampliação, equipamentos e estruturação para receber o serviço. O prédio também faz parte da história da saúde de Castilho: no local funcionou o primeiro Centro de Saúde do município e, posteriormente, o Centro Odontológico, o Fundo Social e o Departamento Agrícola.
Outro ponto previsto no protocolo é o acompanhamento após a alta. Quando houver condições, a criança poderá retornar à Atenção Primária, mantendo o seguimento necessário. Caso surja uma nova necessidade, poderá haver nova regulação para o atendimento especializado.
Com o TEAcolhe, Castilho passa a trabalhar com uma linha de cuidado que pretende evitar que a criança seja atendida de forma isolada. O fluxo definido pelo município resume o percurso em etapas: identificar, estimular, regular, avaliar, construir o Plano Terapêutico Singular, intervir e reavaliar.











