
Andradina abriu 778 vagas de trabalho com carteira assinada no acumulado do ano, segundo dados do Painel de Informações do Novo Caged. Entre admissões e desligamentos, foram 5.634 contratações e 4.856 demissões, levando o estoque de empregos formais do município a 19.679 postos.
O principal responsável pelo resultado foi o setor de Serviços, que sozinho registrou saldo positivo de 761 vagas — praticamente todo o crescimento líquido do mercado de trabalho andradinense no período. Foram 2.871 admissões contra 2.110 desligamentos. Dentro do setor, Transporte, Armazenagem e Correio se destacaram com 349 novos postos, enquanto Atividades Administrativas e Serviços Complementares responderam por outras 159 vagas.
A Indústria também terminou o período no campo positivo, com 112 novos empregos, resultado de 1.105 admissões e 993 desligamentos. O Comércio abriu 74 vagas, com 1.351 contratações e 1.277 desligamentos. Somados, os dois setores contribuíram com 186 novos postos formais para a economia local.
O cenário foi diferente na Agropecuária e na Construção Civil. A atividade rural fechou o período com saldo negativo de 79 vagas, após 190 admissões e 269 desligamentos. Na Construção, foram 117 contratações e 207 demissões, resultando no fechamento de 90 postos de trabalho.
O comportamento mensal mostra que o mercado de trabalho de Andradina começou o ano em retração, com 120 vagas fechadas em janeiro. A partir de fevereiro, porém, o cenário mudou: o município registrou saldo positivo de 235 empregos naquele mês e outras 242 vagas em março. A geração permaneceu positiva nos meses seguintes, com 143 novos postos em abril, 20 em maio, 84 em junho e 154 em julho.
Os números mostram que a recuperação do emprego formal em Andradina está fortemente concentrada no setor de Serviços. Enquanto atividades ligadas a transporte, armazenagem, administração e outros serviços ampliaram a contratação de trabalhadores, setores como Construção e Agropecuária terminaram o período com mais desligamentos do que admissões.