19°C 34°C
Castilho, SP
Publicidade

Campanha nacional reforça importância da imunização contra vírus que causa bronquiolite em bebês

Iniciativa busca conscientizar gestantes, famílias e profissionais da saúde sobre a prevenção ao vírus sincicial respiratório, principal responsável por casos graves em crianças pequenas.

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
31/07/2026 às 14h40
Campanha nacional reforça importância da imunização contra vírus que causa bronquiolite em bebês
FOTO: IMAGEM GERADA USANDO RECURSOS DE I.A

O vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em crianças pequenas, é o foco de uma nova campanha nacional lançada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Intitulada Todos contra o VSR – Proteção desde o Início, a iniciativa pretende ampliar a conscientização sobre a importância da imunização de gestantes e bebês, além de reforçar a atualização dos profissionais de saúde sobre as formas de prevenção.

De acordo com a SBIm, o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e por até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que, somente neste ano, foram registrados 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo vírus, com 246 mortes confirmadas. A maior parte das ocorrências atingiu crianças com menos de dois anos, faixa etária que concentrou 17.081 casos e 109 óbitos.

A campanha destaca que os primeiros meses de vida representam o período de maior vulnerabilidade. Mais da metade das internações ocorre nos dois primeiros meses após o nascimento, percentual que chega a dois terços até o terceiro mês de vida.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A imunização permite que os anticorpos sejam transferidos ao bebê ainda durante a gravidez, garantindo proteção logo após o nascimento. Além disso, o Sistema Único de Saúde disponibiliza anticorpos monoclonais para bebês prematuros com até seis meses de idade e para crianças menores de dois anos com condições clínicas que aumentam o risco de complicações.

A Sociedade Brasileira de Imunizações também recomenda ampliar a proteção para outros grupos, incluindo prematuros durante o primeiro ano de vida e crianças menores de dois anos sem comorbidades, desde que haja indicação do pediatra responsável.

Como parte da mobilização, a campanha reúne vídeos com relatos de médicos e famílias que enfrentaram casos graves da doença, além de materiais educativos destinados à população e aos profissionais da saúde. A ação conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), das sociedades brasileiras de Pediatria, Infectologia e de outras instituições ligadas à saúde pública.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.