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OMS avalia como baixo o risco de disseminação global do ebola

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde afirma que a transmissão da doença ocorre por contato direto, o que reduz a possibilidade de uma pandemia, apesar da gravidade do surto na África

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
27/07/2026 às 18h00
OMS avalia como baixo o risco de disseminação global do ebola
FOTO: AGÊNCIA BRASIL

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que o risco de disseminação do vírus ebola para o restante do mundo é considerado baixo. A declaração foi feita durante visita ao Rio de Janeiro, onde participou de evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O atual surto da doença atinge principalmente a República Democrática do Congo (RDC) e já contabiliza mais de 3 mil casos confirmados desde maio deste ano, com aproximadamente 1,4 mil mortes. Além da RDC, o vírus também foi registrado na vizinha Uganda.

Segundo Tedros, a principal razão para o baixo risco global está na forma de transmissão do ebola.

"O risco para o resto do mundo ainda é baixo. Como o ebola é transmitido por contato intenso e não pelo ar, como a covid, não esperamos que se transforme em uma pandemia", afirmou.

Apesar da avaliação, o diretor-geral da OMS destacou que a situação continua preocupante na África Central, especialmente devido aos conflitos armados que dificultam o controle da doença. O deslocamento de milhões de pessoas e a existência de grandes acampamentos tornam a resposta sanitária mais complexa.

Tedros ressaltou que a comunidade internacional segue apoiando as autoridades da República Democrática do Congo, mas afirmou que os esforços ainda precisam ser ampliados para conter o avanço do surto.

Homenagem na Fiocruz

Durante a agenda no Rio de Janeiro, Tedros Adhanom Ghebreyesus recebeu o título de doutor honoris causa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em reconhecimento à sua contribuição para a saúde pública mundial.

Ao agradecer a homenagem, o dirigente destacou o papel da instituição brasileira na produção científica e na cooperação internacional em saúde.

Primeiro africano a comandar a Organização Mundial da Saúde, Tedros assumiu o cargo em 2017 e liderou a entidade durante a pandemia de covid-19. Antes disso, foi ministro da Saúde e das Relações Exteriores da Etiópia, além de construir carreira acadêmica nas áreas de biologia, imunologia, doenças infecciosas e saúde comunitária.

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