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Incêndio em indústria foi criminoso e suspeito confessa ação após investigação

Prejuízo milionário, mais de mil empregos afetados e um plano que saiu do controle colocam caso entre os mais graves do ano na região

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: POLÍCIA CIVIL
04/04/2026 às 16h57
Incêndio em indústria foi criminoso e suspeito confessa ação após investigação
FOTO: DIVULGAÇÃO

Fonte: Polícia Civil

Um incêndio de grandes proporções que atingiu uma indústria em Aparecida do Taboado na noite de 28 de março, por volta das 22h10, foi provocado de forma criminosa. A informação foi confirmada pela Polícia Civil após uma semana de investigações. O caso ganhou grande repercussão na cidade e em toda a região, principalmente pelo impacto direto em mais de mil empregos e pelos prejuízos milionários registrados na estrutura da empresa.

Logo após o incêndio, equipes iniciaram uma série de diligências, com foco na análise de imagens de câmeras de segurança. O trabalho foi realizado em conjunto com o setor de tecnologia da própria empresa e permitiu identificar a dinâmica da ação.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de Aparecida do Taboado, André Eduardo Peres Stafusa, os elementos reunidos foram determinantes para mudar o rumo da investigação.

“O cruzamento das imagens e das informações indicou que o incêndio não foi acidental, mas sim provocado de forma criminosa”, afirmou.

Com base nas provas, a Polícia Civil representou pela prisão do suspeito, que teve parecer favorável do Ministério Público e autorização do Poder Judiciário, incluindo mandados de busca e outras diligências.

O investigado, um jovem de 20 anos, foi localizado, conduzido à delegacia e confessou a autoria do crime.

De acordo com as informações apuradas, ele relatou que vinha sofrendo episódios de bullying no ambiente de trabalho há algum tempo e que decidiu planejar o incêndio um dia antes.

“Ele afirmou que entrou na empresa pelos fundos e utilizou etanol para atear fogo em diferentes pontos do setor onde trabalhava”, detalhou o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, o próprio autor declarou que havia desistido de executar o plano na sexta-feira anterior por receio de que outras pessoas pudessem ser atingidas.

Durante o depoimento, o investigado também afirmou que não tinha intenção de provocar um incêndio de grandes proporções.

“Ele disse que não queria que o fogo se espalhasse, mas que tudo fugiu ao controle. Também relatou arrependimento e afirmou que pensava em se entregar quando foi localizado”, acrescentou Stafusa.

Outro ponto que passou a integrar a investigação é o relato de que o suspeito fazia uso de medicamento para controle emocional sem prescrição médica.

A reportagem tentou contato com representantes da empresa, que informaram que um posicionamento oficial será divulgado por meio de nota na próxima semana.

O caso segue em apuração para esclarecer todas as circunstâncias e possíveis responsabilidades relacionadas ao incêndio.

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