
Fonte: Polícia Civil
Um incêndio de grandes proporções que atingiu uma indústria em Aparecida do Taboado na noite de 28 de março, por volta das 22h10, foi provocado de forma criminosa. A informação foi confirmada pela Polícia Civil após uma semana de investigações. O caso ganhou grande repercussão na cidade e em toda a região, principalmente pelo impacto direto em mais de mil empregos e pelos prejuízos milionários registrados na estrutura da empresa.
Logo após o incêndio, equipes iniciaram uma série de diligências, com foco na análise de imagens de câmeras de segurança. O trabalho foi realizado em conjunto com o setor de tecnologia da própria empresa e permitiu identificar a dinâmica da ação.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Polícia de Aparecida do Taboado, André Eduardo Peres Stafusa, os elementos reunidos foram determinantes para mudar o rumo da investigação.
“O cruzamento das imagens e das informações indicou que o incêndio não foi acidental, mas sim provocado de forma criminosa”, afirmou.
Com base nas provas, a Polícia Civil representou pela prisão do suspeito, que teve parecer favorável do Ministério Público e autorização do Poder Judiciário, incluindo mandados de busca e outras diligências.
O investigado, um jovem de 20 anos, foi localizado, conduzido à delegacia e confessou a autoria do crime.
De acordo com as informações apuradas, ele relatou que vinha sofrendo episódios de bullying no ambiente de trabalho há algum tempo e que decidiu planejar o incêndio um dia antes.
“Ele afirmou que entrou na empresa pelos fundos e utilizou etanol para atear fogo em diferentes pontos do setor onde trabalhava”, detalhou o delegado.
Ainda segundo a Polícia Civil, o próprio autor declarou que havia desistido de executar o plano na sexta-feira anterior por receio de que outras pessoas pudessem ser atingidas.
Durante o depoimento, o investigado também afirmou que não tinha intenção de provocar um incêndio de grandes proporções.
“Ele disse que não queria que o fogo se espalhasse, mas que tudo fugiu ao controle. Também relatou arrependimento e afirmou que pensava em se entregar quando foi localizado”, acrescentou Stafusa.
Outro ponto que passou a integrar a investigação é o relato de que o suspeito fazia uso de medicamento para controle emocional sem prescrição médica.
A reportagem tentou contato com representantes da empresa, que informaram que um posicionamento oficial será divulgado por meio de nota na próxima semana.
O caso segue em apuração para esclarecer todas as circunstâncias e possíveis responsabilidades relacionadas ao incêndio.