
Da Redação
Um movimento que vem ganhando força entre mulheres empreendedoras da região tem encontrado espaço em eventos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional. A proposta vai além da capacitação técnica: trata-se de estimular posicionamento, identidade e tomada de decisão — elementos cada vez mais presentes no ambiente de negócios.
Esse cenário foi evidenciado durante o Summit Protagonista, realizado em Ilha Solteira (SP), que reuniu participantes de cidades como Andradina, Pereira Barreto, Auriflama, Araçatuba, São José do Rio Preto e Três Lagoas.

O encontro seguiu uma linha diferente dos formatos tradicionais de palestras. Em vez de conteúdos isolados, a programação foi construída para gerar identificação e provocar mudança prática na forma como as participantes se enxergam e se posicionam.
Idealizadora do evento, Cliscia Ramos explica que a proposta parte de uma demanda real observada no mercado.
“Existe hoje uma necessidade muito clara de mulheres que já empreendem, mas que ainda não se posicionam com estratégia. O evento nasce justamente para provocar esse movimento”, afirmou.
A realização do Summit também foi sustentada por uma rede de parcerias e profissionais que contribuíram diretamente para a consistência da experiência. Na organização, Carla Plus teve papel central na coordenação operacional, garantindo alinhamento e fluidez em todas as etapas do evento. No conteúdo, nomes como Juliana Nadruz, Marcela Xavier, Dani Ricco, Vivian Prado, Sanny Formigone e Cliscia Ramos conduziram as palestras com abordagens que passaram por propósito, habilidades emocionais, imagem, comunicação e estratégias de venda — reforçando, na prática, a proposta do Summit de conectar conhecimento à aplicação real.
Mudança de comportamento no empreendedorismo
O crescimento de iniciativas como o Summit acompanha uma transformação no perfil do empreendedorismo feminino. Além da busca por renda, há uma preocupação crescente com identidade de marca, comunicação e presença no mercado.
Durante o evento, temas como propósito, imagem, habilidades emocionais e estratégias de venda foram abordados de forma integrada, conectando teoria e vivência prática.
Para Cliscia Ramos, o diferencial está na forma como o conteúdo é entregue.

“Não é sobre acumular informação. É sobre entender o que fazer com ela. Quando a mulher clareia a própria mensagem, ela muda a forma como o mercado enxerga o trabalho”, destacou.
Ambiente como ferramenta de transformação
Outro ponto observado no evento foi o papel do ambiente na construção dessa mudança. A proposta incluiu momentos de interação, troca de experiências e conexão entre as participantes, criando um espaço de reconhecimento coletivo.
Esse tipo de dinâmica tem sido cada vez mais utilizado em encontros voltados ao empreendedorismo, justamente por acelerar processos de decisão e fortalecer redes de apoio.
“Quando existe identificação, a transformação acontece mais rápido. A mulher deixa de se ver sozinha e passa a enxergar possibilidades reais”, pontuou a idealizadora.
Da teoria à prática
O encerramento do Summit reforçou, na prática, os conceitos trabalhados ao longo do dia. Um desfile com participação das próprias integrantes trouxe elementos como identidade, imagem e posicionamento para o centro da experiência.
A proposta foi mostrar, de forma concreta, como esses conceitos se traduzem no dia a dia — especialmente para quem trabalha com marca pessoal ou presença digital.

Impacto e continuidade
A realização do Summit Protagonista indica não apenas a força de um evento pontual, mas a consolidação de um movimento que tende a se expandir na região.
A iniciativa, idealizada por Cliscia Ramos e Juliana Nadruz, deve ter novos desdobramentos, acompanhando uma demanda crescente por espaços que combinem desenvolvimento técnico com fortalecimento de identidade e posicionamento.
“Esse não é um evento que termina no palco. A ideia é que cada mulher saia daqui com clareza para tomar decisões diferentes”, afirmou Cliscia.
Mais do que reunir participantes, o Summit evidencia uma mudança em curso: mulheres buscando não apenas empreender, mas ocupar espaço de forma estratégica e consciente.