
Fonte: Prefeitura de Andradina
A retomada da construção da piscina olímpica em Andradina começa a reposicionar o município no cenário esportivo do interior paulista. Mais do que um equipamento público, a estrutura surge como um ativo estratégico com potencial para transformar a cidade em polo regional de competições e gerar reflexos em diferentes áreas.

Durante visita técnica às obras, o secretário de Obras, engenheiro Geraldo Pilla, acompanhou o andamento da primeira fase, já em estágio avançado, ao lado do técnico de natação Jonilcio Avelino da Silva, o Professor Careca. A estrutura foi projetada com padrões modernos, incluindo sistema de tratamento de água por ozônio, ampliando as possibilidades de uso.
“A estrutura foi pensada para atender padrões atuais e possibilitar tanto treinamentos quanto competições de alto nível”, destacou o secretário.
Na prática, o projeto abre caminho para que Andradina passe a receber campeonatos regionais, estaduais e até nacionais. Esse movimento tende a gerar impacto direto na economia local, com aumento na demanda por hotéis, pousadas, restaurantes, lanchonetes, postos de combustíveis, supermercados e comércio em geral. Serviços como transporte e turismo também entram nesse ciclo de crescimento.
Mas os reflexos vão além da atividade econômica imediata. A realização de eventos e a consolidação da cidade como referência esportiva podem exigir avanços em áreas como infraestrutura urbana e mobilidade. O aumento do fluxo de visitantes pressiona o sistema viário, amplia a necessidade de organização do trânsito e demanda planejamento por parte dos órgãos responsáveis.

Além disso, o fortalecimento da natação como modalidade de destaque pode atrair atletas e famílias de outras cidades e regiões, interessadas em buscar oportunidades de desenvolvimento esportivo. Esse movimento pode impactar diretamente setores como educação, com aumento na procura por escolas, e serviços públicos, exigindo adaptação da estrutura local.
“O objetivo é entregar um equipamento que possa colocar Andradina novamente no mapa da natação competitiva”, reforçou Pilla.
A cidade já possui tradição na modalidade, com nomes históricos como Ricardo Prado, além de Rosamaria Prado e Manoel dos Santos. Atualmente, novos atletas seguem em ascensão, como Marco Antônio Ferreira e Júlia Naomi.

O projeto enfrentou dificuldades ao longo dos anos, com tentativas anteriores interrompidas mesmo após contratos milionários. Agora, a estimativa é de que a conclusão custe menos de R$ 1 milhão, valor ainda condicionado à liberação da Caixa Econômica Federal.
“Não é apenas uma obra esportiva. É um investimento que pode gerar desenvolvimento, atrair eventos e movimentar a economia local e regional”, pontuou o secretário.
Por que isso importa para a região?
A piscina olímpica pode ir além do esporte: tem potencial para impulsionar a economia, atrair novos moradores, exigir melhorias na infraestrutura urbana e consolidar Andradina como referência regional — um impacto estrutural para toda a região.