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Brasil e Coreia do Sul firmam acordo para produção nacional de medicamentos estratégicos

Parcerias preveem transferência de tecnologia, fortalecimento industrial e ampliação do acesso a tratamentos de alto custo

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
23/02/2026 às 17h16
Brasil e Coreia do Sul firmam acordo para produção nacional de medicamentos estratégicos
FOTO: RAFAEL NASCIMENTO - MINISTÉRIO DA SAÚDE

Os governos do Brasil e da Coreia do Sul firmaram três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltadas à produção nacional dos medicamentos bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte. O acordo prevê transferência de tecnologia e internalização da fabricação no país, com investimento estimado em até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca ampliar a capacidade produtiva nacional, reduzir a dependência do mercado internacional e diminuir riscos de desabastecimento no Sistema Único de Saúde (SUS), além de estimular inovação tecnológica e geração de empregos.

A produção do aflibercepte contará com parceria entre a Fundação Ezequiel Dias, a Bionovis S.A. e a empresa sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda.. Já o bevacizumabe e o eculizumabe terão participação da Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos, também em cooperação com as empresas parceiras.

Durante missão oficial em Seul, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os acordos fortalecem a base industrial da saúde e garantem maior previsibilidade produtiva ao país. A agenda internacional contou ainda com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além das PDPs, foi assinado um Memorando de Entendimento entre os dois países para cooperação em inovação biomédica, saúde digital, terapias avançadas, dados em saúde e qualificação da força de trabalho, ampliando a integração tecnológica entre os sistemas de saúde.

Os medicamentos contemplados são utilizados no tratamento de câncer, doenças oftalmológicas e enfermidades raras, consideradas de alto custo e grande impacto para pacientes atendidos pelo SUS.

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