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Chikungunya preocupa Mato Grosso do Sul; governo reconhece emergência em Dourados

Casos confirmados somam centenas; estado receberá doses de vacina em ação piloto

Ygor Andrade
Por: Ygor Andrade Fonte: AGÊNCIA BRASIL
31/03/2026 às 12h16
Chikungunya preocupa Mato Grosso do Sul; governo reconhece emergência em Dourados
FOTO: SEC. SAÚDE DE MS

Fonte: Agência Brasil

O município de Dourados, em Mato Grosso do Sul, enfrenta situação de emergência em saúde pública devido à crescente incidência de Chikungunya, dengue e Zika. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) intensificou medidas de assistência, vigilância, diagnóstico e controle do mosquito Aedes aegypti, principal vetor responsável pela transmissão das arboviroses.

O reconhecimento federal da emergência foi motivado pelo aumento de casos de Chikungunya na região. Dados recentes indicam 785 casos confirmados, 1.455 prováveis, 900 em investigação e 39 internações na área urbana. Entre as comunidades indígenas da Reserva de Dourados, há 629 casos confirmados, 1.168 prováveis, sete internações e cinco óbitos registrados.

O governo estadual receberá doses da vacina contra Chikungunya como parte de uma estratégia piloto coordenada pelo Ministério da Saúde, reforçando a prevenção e o combate à disseminação do vírus.

Sobre a doença
A Chikungunya é transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes, que também dissemina dengue e Zika. A doença pode causar febre, dor intensa nas articulações e sintomas como dores musculares, manchas vermelhas, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos e calafrios. Casos graves podem exigir internação hospitalar e, em raras situações, evoluir para óbito. O vírus também pode afetar o sistema nervoso e outros órgãos, causando complicações neurológicas.

A infecção evolui em três fases: febril ou aguda (5 a 14 dias), pós-aguda (15 a 90 dias) e crônica (quando sintomas persistem por mais de 90 dias), sendo que a dor articular pode durar anos em mais de 50% dos casos.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico e laboratorial, realizado por médico, com exames disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A notificação de casos suspeitos deve ser feita em até sete dias; em caso de óbito, o prazo é de 24 horas.

Não há tratamento antiviral específico. A orientação é analgesia, hidratação, acompanhamento médico e fisioterapia quando necessário. A automedicação é desaconselhada, pois pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico.

O alerta reforça a necessidade de atenção da população e a busca imediata por atendimento ao surgirem os primeiros sinais da doença.

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